quarta-feira, 28 de maio de 2008

Uma ação do Greenpeace

Compatilho cm vocês o relato da minha amiga Gisele Netto, jornalista que mora em Barcelona e há dois meses trabalha para o Greenpeace.

"Na quinta-feira (22/5) aconteceu uma coisa muito especial na minha vida e quero dividi-la com todos vocês: fui ativista numa ação do Greenpeace.

Eu eu outros 30 ativistas invadimos o escritório de uma empresa que fabrica bombas de racimo em Madrid, que mataram e/ou mutilaram em média 100 mil pessoas (98% delas civis) nos últimos 10 anos em países da África e Oriente Médio. Foi complicado porque depois de um tempo apareceram sete vans da polícia anti-distúrbios, além de carros da polícia nacional, polícia municipal e bombeiros, teve porradaria, foi meio tensa a coisa. Mas eu saí ilesa e não fui fichada. (...) Se conseguimos que as bombas de racimo sejam proibidas, salvaremos as vidas de quase mil pessoas por mês. Pessoas invisíveis no Ocidente, pessoas que não fazem a menor diferença no nosso mundo capitalista de merda, mas que fazem muita diferença para mim e para alguns outros "loucos" como eu. ;)

A ação foi super divulgada por aqui e acreditamos sinceramente que pode mudar o rumo das coisas politicamente falando. Neste momento está acontecendo uma conferência em Dublin, há mais de 100 países reunidos contra as bombas de racimo e agora a postura dúbia da Espanha está ridiculamente exposta.

A minha função era entrar na frente no edifício, anunciar a ação para a recepcionista e a administração do prédio e controlar a reação deles enquanto os outros ativistas vinham me seguindo e invadiam o espaço. Depois fiquei no lobby colocando a instalação que fizemos, informando as pessoas, fazendo resistência passiva, depois fui para a rua dar apoio e estava fora quando chegou a polícia.

Dá para ver um pouco da ação no vídeo abaixo, eu apareço muito pouco, mas dá para me identificar em alguns momentos. Quando voltar para casa, penso em virar ativista aí. Temos que fazer algo já para salvar a Amazônia e nossos índios, antes que ambos virem história. Posso até ser uma romântica ou uma idealista, críticas são sempre bem vindas, mas a verdade é que estou muito feliz por ter feito algo aqui que valha a pena.

http://www.greenpeace.es/


***
Fiquei tão orgulhosa da Gisele que quis mostrar a vocês. E será que é ainda possível mudar o mundo?

5 comentários:

rosane queiroz disse...

Oi Valeria!que bacana esse depoimento dela
com outros casos, poderia ate render uma pauta! quer agitar?
beijo

Valéria Martins disse...

Oi, Rô! Vou lá no Miojo te responder. bjs

Pablo Lima disse...

é possivel sim! basta publicar o quarto livro...

Denise do Egito disse...

Claro que é possível!
Eu adoraria trabalhar para o Greenpeace!
Bjs

Marcia Regis disse...

É sim! E aquelas 4 pessoinhas de São Lourenço que iniciaram um movimento pequeno contra a exploração da água da fonte local pela Nestlé, e que de passo a passo, e apenas via Internet, criaram uma discussão mundial que levou o presidente da Nestlé a convocar uma coletiva de imprensa no Forum Economico de Davos para anunciar que a Nestle pararia de explorar a água de São Lourenço! bjs Márcia