segunda-feira, 2 de março de 2009

Sexo e afeto

O Carnaval veio e foi embora, e observei a dinâmica dos relacionamentos nesses dias de folia. É a festa da carne. É a época do ano em que tudo é permitido. Essa é a graça!

Acompanhei as aventuras de amigas que, embarcando nessa onda, se abriram para a possibilidade de um relacionamento fortuito. Conseguiram, lógico. E como no Carnaval tudo é mais intenso, esses encontros também o foram. Mas no dia seguinte era uma rebordosa... Olhares compridos, ouvidos atentos esperando o telefone tocar... E nada.

Mandei-as ler o blog do Fabio Fernandes, Devaneios de um qualquer, onde ele lista as regras de comportamento para mulheres no dia seguinte: “Nunca tome a iniciativa de ligar. Se ele não te procurar, esqueça!”

Esse preâmbulo é para chegar ao seguinte: experiência já me fez compreender que esse tipo de encontro fortuito pode ser uma armadilha, porque o primeiro elo é o sexo. Caso evolua para uma relação, acabamos fazendo concessões porque o sexo é bom. Mas não é tudo. NÃO É POSSÍVEL PASSAR 24 HORAS POR DIA TRANSANDO. Infelizmente...

Vi a tristeza das minhas amigas que, na verdade, queriam ter recebido afeto, enquanto tiveram sexo. É uma confusão que todo mundo faz, eu mesma já caí nessa várias vezes.

A saída, talvez, seja tentar seguir o conselho do Padre Flynn, do filme Dúvida. Quando um dos alunos lhe diz que tem vergonha de chamar as moças para dançar nas festas, por receio de receber um ‘não’, ele aconselha: “Just don´t take it to the heart”.

É difícil para nós, mulheres, Padre Flynn!... Muito difícil...



16 comentários:

Babi Mello disse...

Sabe Valéria esse tipo de atitude e arriscada. É aquela velha história quem não arrisca não petisca, então é esperar para ver.

Halime disse...

Acho que, independente da idade, toda mulher já passou por isso. Todas nós tivemos a fase curtição, de querer conhecer, achar que vale a pena ir pra cama e criar expectativas. A gente sempre fica minimamente apaixonadinha, até aparecer o outro. Acho que a prática acaba nos deixando um pouco mais "homens", aprendendo a tentar - tentar! - não se envolver e esperar nada do dia seguite. Mas mulher é sensível e sempre dá uma dorzinha no coração... Bjs!!

Rafael Velasquez disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Rafael Velasquez disse...

política dos afetos... política dos afetos...

Andréa disse...

carnaval, desengano!!!
como diria o poeta!
bj

Claudia Goulart disse...

Se mulheres mais maduras ainda caem nessa, é uma pena! A gente sempre imagina que com o tempo adquirimos sabedoria para buscarmos só o que nos faz bem.
Ser livre e moderna, não quer dizer necessariamente, que terá que transar só porque é Carnaval.
Seguir modismo e tendência, é esquecer o que se quer.
E por último, nós não somos os homens, não pensamos igual e nem conseguimos agir igual, portanto, é a maior furada, querer agir como se fossemos eles!

Denise do Egito disse...

Valéria, achei esse post baixo-astral. E o outro lado? Ainda bem que não foi pra mim que vc mandou ler esse tal blog. Eu, hein... hehehe
Beijos

Pâmela disse...

Sabe, é difícil mesmo.
Mesmo quando é só uma ficada, a gente sempre se envolve. A gente entra nessa de cabeça no lugar, jurando que não vai se apaixonar. O problema é que quem decide isso não é a cabeça. Tenho uma amiga passando por essa situação. Ela me jurava que não ia se apaixonar, que era só química. Mas eu a vi se envolvendo mais e mais. Até que se apaixonou completamente pelo sujeito que ela fez questão de avisar, no início, que eram só ficantes e ponto.
Agora está lá, toda chorosa.
A gente se envolve sem querer. É muito mais difícil para as mulheres separar esse tipo de relação de um relacionamento. Não sabemos muito bem como fazer.
Beijos!

Lauren disse...

O coração é uma tristeza mesmo. Faz a gente enfiar os pés pela as mãos. Ainda bem que passei meu carnaval em casa. Foi uma droga mais tudo bem.
bjokasssssss

Valéria Martins disse...

Vejo que esse post despertou paixões!

Minha intenção não é julgar. Apenas lembrar que, para cada ação, há uma reação. É recomendável estar consciente disso ao embarcar numa aventura como essas do Carnaval. Coração de mulher é muito delicado!

É uma constatação recente e tenho o hábito de compartilhar minhas reflexões com vocês, amigos blogueiros.

Não dou força para quem está sem namorado não vai ficar em casa bancando a freira. Tem que se arriscar! Trancada em casa, nada vai acontecer!

Eu mesma me arrisquei nesse Carnaval. E o saldo foi bom, hahaha!

Beijos em todas e todos!

Valéria Martins disse...

Só agora me dei conta: no dia do "saldo positivo" eu estava fantasiada de FREIRA. Hahaha!!!....

Calabresa disse...

Ficamos modernas, ganhamos o mundo, só esquecemos de dizer isso ao coração!

Entramos no jogo, mas as vezes não sabemos jogar e acabamos meio apaixonadas mesmo.

Mulheres sentem diferente por mais antiquado que isso seja...

Bjsss

~*Rebeca e Jota Cê *~ disse...

Adorei!

Pablo Lima disse...

"adeus à carne", freirinha martins!
é este o significado da palavra "carnaval"!
dias em que se pode tudo, inclusive abusar da carne - em todos os sentidos - e dar adeus a ela na quarta de cinzas, pois aí começa a quaresma, que marca os quarenta dias anteriores à semana santa!
bjocas!

Arnaldo disse...

Valéria,

O centro desta questão está na tão propalada diferença entre homens e mulheres. Reconheço as diferenças, mas sempre acho que as pessoas tendem a maximizá-la, criando assim, estereótipos, para um lado e para o outro.

Apesar de reconhecer as tais diferenças, estou seguro que nem todos os homens são uns tarados insensíveis e nem todas as mulheres são assim tão romanticas e sonhadoras, eternamente a espera de um príncipe encantado. Todo homem tem seu momento mais introspectivo, em que está a fim de uma relação mais frutífera do que o sexo e toda mulher tem seu momento de mais devassidão, em que está mesmo é a procura de sexo selvagem e descompromissado. No final das contas, são ambos iguais, com carências e desejos. O que diferencia é a dosagem, possivelmente.

Sexo é bom, para os dois e, concordo com você, não dá pra ficar transando durante 24 horas (nem pras mulheres e nem pros homens).

Afeto também é bom, para ambos.

Enfim, acho que o ideal e ir seguindo a vida, lidando com as nossas diferenças, mas, sem alimentar neuroses e muito menos estereótipos. Somos homens, somos mulheres. Somos seres humanos, com muitas diferenças entre nós. Felizmente.

Vanderhugo disse...

"Dúvida" é um filme belíssimo...