segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Um ato de amor

Semana passada eu doei sangue. É o tipo de boa ação que a gente faz e tem que divulgar. Para que os outros doem também.

No primeiro semestre deste ano, minha mãe recebeu uma transfusão de sangue e acho que isso ajudou a salvar sua vida. Na semana seguinte, recebi um telefonema de um hemocentro informando sobre a origem do sangue doado e solicitando que eu fosse repor, porque os estoques são permanentemente baixos.

Doar sangue dá um certo trabalho porque a gente tem que se preparar para o antes e o depois. Não pode comer uma feijoada ou ir no McDonalds, porque eles pedem que não se coma nada gorduroso. Também não pode tomar bebida alcoólica ou estar com alguma infecção, nem que seja uma dorzinha de garganta ou algo parecido.

- Meus pacientes já estão com a imunidade tão comprometida que qualquer coisa os afeta - disse a médica que me atendeu no INCA - Instituto Nacional do Câncer.

Após preencher um questionário com perguntas como: quantos parceiros teve nos últimos 12 meses? Tem tatuagem? Frequenta casas de massagem ou de prostutuição? Usa ou já usou drogas injetáveis?

Me deitei em uma larga cadeira e veio a picada. Dói um pouco, mas nada insuportável. O máximo que se pode doar é 500 ml, uma bolsinha de sangue.

Na saída servem um lanche, mas eu não quis. Saí meio zonza e passei o dia todo mais pra lá do que pra cá. Quem decidir doar, não deve planejar uma balada para mais tarde, pois não vai funcionar. No dia seguinte, entretanto, eu estava 100%. Outra doação, agora, só daqui a 4 meses.

Ja havia doado sangue outras vezes, sempre campanhas da Casa do Hemofílico, que costuma estacionar um ônibus enorme nos espaços públicos para colher doações. Nunca havia me programado e me deslocado em esse propósito. Ufa! É um pequeno sacrifício. Mas os resultados - que a gente não vê no momento em que doa - são enormes. Minha mãe está aí de prova, vivinha da silva.

14 comentários:

Su disse...

Doei uma vez só, exatamente nos ônibus que vc mencionou, não achei que doeu não, é mais o medo da picada da agulha do que da dor em si, mas me sinti bem e pretendo fazer outras vezes! =)

Heloísa disse...

Valéria,
É realmente um ato de amor! Até acho que deveria haver uma campanha muito bem feita, para que o ato de doar se tornasse quase que uma rotina.
Beijo.

~*Rebeca e Jota Cê *~ disse...

Valéria,

Isso é alem de tudo um ato de amor. Teve um filho de um amigo meu que precisou de sangue. Teve que fazer uma cirurgia pra tirar um tumor no fígado, infelizmente contraiu hepatite B. Ficou curado do c.a, mas hoje em dia trata a hepatite com remédios mais fortes que quimioterápicos. Isso é um caso raro, mas certos contratempos acontecem.

Beijo grande, menina linda.

rebeca

-

Drunken Alina disse...

Isso é uma coisa que eu sempre tive vontade de fazer!
Mas sempre estou com uma tatoo ou piercing recentes,e acaba não dando.
Um dia eu consigo doar!

Beijos!!!

Uma Pulga em desesperO disse...

Eu sei, pode me chingar, mas eu tenho medo de doar. Sou covarde, eu sei. Um dia perco o medo... Bju

On The Rocks disse...

bonita atitude. nunca doei porque tenho medo e pavor de agulhas, mas quem sabe eu não supere e doei um dia?

bj

Pablo Lima disse...

viva!

Érico Cordeiro disse...

Bacana a crônica e a atitude, querida Valéria,
A doação de sangue é, de fato, um ato de amor ao próximo.
Depoimentos como o seu ajudam a conscientizar as pessoas da importância dessa atitude.Mudando de assunto, será que você podia me informar os dados do curso que o Muggiati vai ministrar (dta, local, horário, valor, etc.), para que eu ponha um link no jazz + bossa?
Grande e fraterno abraço!

figbatera disse...

Bela atitude, Valéria!
Muita gente precisa se conscientizar da necessidade de ajudar a salvar vidas.
Abração!

Marisa Pimenta disse...

Oçá Valéria, saudade, mas adorei saber da sua doação, minha filha Tânia trabalha lá noINCA e sabe como ainda é baixo o percentual de pessoas doadoras. Gesto lindo, mas q não tenho mais idade p fazer. Espero q a sua mãe esteja bem. Apareça. Andei meio sumida fazendo novidades p o Natal e o site. Bjks

Marisa Pimenta disse...

Oçá Valéria, saudade, mas adorei saber da sua doação, minha filha Tânia trabalha lá noINCA e sabe como ainda é baixo o percentual de pessoas doadoras. Gesto lindo, mas q não tenho mais idade p fazer. Espero q a sua mãe esteja bem. Apareça. Andei meio sumida fazendo novidades p o Natal e o site. Bjks

Babi Mello disse...

Valéria que bom que a sua mãe foi ajudada por alguém e realmente doar sangue é um ato de amor como mencionou a Heloisa no comentário acima. Onde trabalho sempre faço peças para a divulgação de doação de sangue e não doei, esta mais do que na hora de fazer esse gesto de amor.
Boa pedida e excelente post e sempre bom lembrar que podemos exercer nosso papel de ser humano aquele que tem sempre que ajudar o próximo.
bj!

Adrianne Ogêda disse...

Oi Valéria, recebi um selo simpático de uma recem amiga blogueira, Maria do Rócio e escolhi seu blog para presentear. É sempre uma visita gostosa!

Adriana Calábria disse...

Valéria

Eu também agradeço o seu gesto. Estou do lado dos receptores. Tenho uma anemia persistente e nunca pude doar (nem vou poder).

Ano passado, precisei receber sangue quando fiz uma cirurgia. Senti na pele como é importante ...

Valeu!