sábado, 17 de outubro de 2009

Piblu Marley

Assisti Marley & eu no DVD e chorei mais do que em A partida... Será uma fase sensível? A questão é que o filme abre a tampa das memórias de todos os bichos de estimação que tivemos. E como eles normalmente vivem bem menos que a gente, são faltas que vão marcando o nosso caminho...

Fui criada em uma família de cachorreiros dos dois lados. Minha avó materna tinha três cadelas vira-latas - Fany, Pupy e Tula - e uma gatinha siamesa, Carolina. Isso sem falar nos micos e peixes e passarinhos. Minha mãe, em uma de suas crises, chegou a acumular 15 cães e 12 gatos em nossa cobertura no Leme - o que me deixou um pouco traumatizada, confesso.

Mais tarde, em uma fase mais equilibrada, tínhamos quatro pequineses e um yorkshire em nosso apartamento no Jardim Botânico. Meu pai, por sua vez, na casa da Joatinga, tinha cinco pastores alemães na área da piscina e três dinamarqueses na área da casa. Isso sem falar no papagaio Louro que cantava "olêlê, olálá, pega no ganzê, pega no ganzá"; na macaca Dorotéia (durou pouco, coitada) e no tucano Kojac. Ah, se existisse Ibama naquela época!...

É claro que não me afeiçoei igualmente a todos esses bichos. Eu tinha os meus preferidos: as gatinhas Pitilica e Melissa. A primeira fugiu de casa e a segunda morreu doente nos meus braços, tal qual o Marley do filme.

Já adulta e com filhos, fui escolhida pela Piblu, uma pantera negra e selvagem que se revelou a nós miando desesperadamente quando dei partida no carro há cerca de seis anos, em Teresópolis. Ela ia ser cozida pelo motor! Não pudemos permitir, claro. E ela vive conosco desde então. Não permite que a peguemos no colo, não gosta de chamego, mas é uma grande companheira. E tem uma saúde de ferro!

Marley & eu, bobo do jeito que é, nos faz refletir sobre a vida, as escolhas que fazemos e a passagem do tempo. Também renova o olhar e o afeto por esses seres que nos acompanham por um período, deixando um legado de amor incondicional quando partem.

Abaixo, a pantera Piblu cochila ao lado de Freud, do mestre sufi Nasruddin e de uma amiga deles. Ah, com a Louise Hay ao fundo.


18 comentários:

Márcia Régis disse...

Linda foto...

Uma Pulga em desesperO disse...

Qu linda...mas eu prefiro os cachorros. Você tinham macacas mesmo?...Bju

Denise do Egito disse...

A Piblu já me mordeu! hahahaha Realmente é linda e selvagem. Já tivemos vários gatos: o Chuvisco, o Monange, o Lucky, Doca e outros que já esqueci o nome. Mas quem me marcou a infância foi a pequinês Tuca.
Bom fim de semana

Denise do Egito disse...

Uma dica: nunca conte o final do filme. Eu ainda não tinha visto...

Babi Mello disse...

Valéria assisti Marley e Eu e confesso que chorei na sala de cinema e cheguei a soluçar. Ter animais em casa é uma benção, hj tenho dois ihasa apso - Lili e Billy - e uma boxer a Pérola Raica.
E não há nada mais lindo ser recebida em casa pela Lili e pelo Billy.
bj!

Mônica disse...

Valeria
Lá em S A temos duas cachorras lindas. Mas aqui não por causa da mamae ter asma.
Eu quero muito ir ao cinema mas o tempo não deixa.
Viajarei esta semana para Nova York
Com carinho Monica

Andréa Lion disse...

que cachorrada!!!!
hehehe

O Profeta disse...

Corre assombração
Vai para outro mundo numa toada de vento
Afasta de mim este cálice
Deixa-me aprisionar a morte na vida por um momento

Deixa-me sentir com a alegria dos sentidos
Deixa-me acreditar no voo do por-do-sol
Deixa-me beijar as águas de um lago feliz
Deixa-me navegar sem rumo, perder o control


Bom domingo


Mágico beijo

Pablo Lima disse...

que panterona! linda demais!

por faalr em traumas, anote aí: tenho 1 cão e 5 felinos!

~*Rebeca e Jota Cê *~ disse...

Valéria,

Chorei demais vendo esse filme e ainda fiz o Jota Cê assistir comigo. Certas animais entram na nossa vida pra nos humanizar.

Beijo grande, menina linda.

Rebeca

-

Heloísa disse...

Valéria,
Que olhos que tem sua gata!
Puxa, foi cachorro demais na sua vida, não?
Beijo.

Mônica disse...

Mamae eu fomos numa fabrica de chocolate no sul em Gramado. também encantei com o cheiro. Dá vontade de comprar a fabrica inteira.
Com carinho MOnica

Paloma Flores disse...

Linda a gata!
Eu concordo com a Denise, também não vi o filme, mas agora já tô sabendo o final... Hahahahaha!

Também tenho saudades imensas de bichinhos que já se foram. E dói só de pensar os que ainda vão.
Ah, como é bom ter bichos de estimação, né!
Boa semana!

Adrianne Ogêda disse...

Que linda a Piblu!
Eu também sou de família "cachorreira" (adorei o termo Val!)e sinto muuuuita falta de ter bicho. Cachorros e gatos já fizeram parte da minha vida, um mico (brabíssimo), um preá e um galo. Veja só!

Carolina disse...

Muito legal este teu currículo de animais.
Lá na minha mãe só podiamos ter passarinhos e como não é uma animal para se pegar no colo, passear e etc não curtíamos muito.

Já com a minha filha com três anos e meu irmão se separando da primeira mulher "herdei" na partilha dos bens, já que ele foi iria para outro estado, um lhasa apso chamdo Rashi que ainda me pertence e vive entre nós. Ele é praticamente um gato, um cachorro tibetano literalmente. A coisa mais fofa que existe, só falta falar.

Sobre o filme adorei tbém! E claro...chorei.

bjos e boa semana!

Mustafa Şenalp disse...

Çok GÜzel Site :)

Adriana Calábria disse...

Eu chorei lendo o livro e vendo o filme!

Lá em casa teve o Trigueiro, quando eu era muito pequena, meus pais me deixavam num cesto no terraço e ele tomava conta. Não deixava ninguém chegar perto!

Depois, mamãe não quis mais bichos e nós passamos o resto da infância passando vontade...

A Piblu é linda! Mas eu tenho medo de gatos rsrsrsrs!

Bjssss

Fernandes, disse...

Piblu esta muito bem acompanhada rs.
Bin ,também precisa de uns amiguinhos, será que tem algum bonequinho da Constância Pascolato? Ensinar boas maneiras rs


É fundamental ter algum animal em casa. Sempre gostei de cachorros e hoje tenho um labrador, mas já tive o Cartola vira lata, Faísca Fila e Pretinho Pastor Belga. Bons tempos...

Bin é o meu sorriso fácil, chegou no momento muito difícil e apesar de gostar muito, aquele momento não era o mais propício, mas o Bin foi conquistando o meu amor no dia dia com seu jeito bagunceiro e leal.

Abraços;