quinta-feira, 1 de outubro de 2009

A todo volume

"A gente temia ficar saciado... Pois quando ficamos saciados, a gente meio que morre."

A frase é de Jack White, do White Stripes, no documentário It might get loud (Estados Unidos, 2008) que assisti nesta quinta-feira no Festival do Rio. Ele se refere a sua relação da música mas serve para outras coisas, né?

Resolvi me dar um mimo: parar tudo e ir ao cinema aproveitar a safra de filmes que brota no Rio todo mês de outubro. São centenas! Dá pra atordoar. O bom é que o ingresso diminui de valor: R$ 7,00 a meia e R$ 14,00 a inteira. Temos que cavar espaço na rotinha para aproveitar.

Entrei no cinema achando que estava vazio - a final, quem vai sair de casa com chuva torrencial numa quarta-feira, hora do jantar, para assistir a um documentário sobre rock? Resposta: um monte de gente. A sala escura estava lotada! Todo mundo batucando nas cadeiras e batendo os pezinhos no chão. Discretamente, mas sim.

Na tela, três ícones do rock e virtuoses da guitarra, de diferentes gerações, narram sua relação com o instrumento e a música: Mr. James Patrick Page - Jimmy Page -, Led Zeppelin; The Edge, U2; e Jack White, White Stripes.

O filme tem cenas maravilhosas, como Jimmy tocando novinho em um programa de televisão no interior da Inglaterra e dizendo: "quando crescer, quero ser biólogo". E já adulto: "desculpem, eu não sei cantar."

The Edge gosta de se refugiar em uma praia nublada da Irlanda para ensaiar e se inspirar. Foi lá que compôs Sunday Bloody Sunday. "Quando olhamos um bosque reflorestado, enxergamos um emaranhado de troncos. Mas quando chegamos num determinado ponto, vemos que estão perfeitamente alinhados. E há clareza." Isto é The Edge falando sobre o processo de criação de uma música.

Quem quiser aproveitar, ainda há sessões nesta sexta-feira, às 16h30 e 21h30 no Roxy 3 em Copacabana.


12 comentários:

Mônica disse...

Valeria
Vou escrever o nome para não perder nenhum filme.
Eu era ratinho de cinema, mas faz tempo que não vou em nenhum.
Com carinho Monica

Rafhaael disse...

sexta-feira estarei indo.

Paloma Flores disse...

Ai, que legaaal! Queria muito poder ir, vi a programação e está mesmo muito boa esse ano.
AMO cinema. E AMO música. Quero ver esse documentário, com certeza!
Beijos!
Bom fim de semana!

Adrianne Ogêda disse...

Maravilha, adorei a dica!

Heloísa disse...

Valéria,
Gosto de ver como você é roqueira. Suas descrições, os vídeos, e as guitarras, me trazem a lembrança do meu filho.
Beijos.

Vanderhugo disse...

Que vontade me deu de ir ao cinema...

eu tive uma namorada(hoje é apenas meio ex...) que adora a sétima arte, tanto quanto eu. Íamos muito ao cinema. Depois, passei a assistir mais filmes na comodidade de casa e fico fazendo planos de ir ao cinema, planos que acabo não cumprindo. Faz umbom tempo que fui...

lendo você... ah, que vontade me deu...

bjs

Valéria Martins disse...

O que eu não tive coragem de colocar no post é que eu adorei o Jimmy com a cabeleira branca, achei ótimo ele parar de pintar.

Ele ainda dá um ótimo caldo!

Mônica disse...

Valéria E agora o Rio vai ser sede das Olimpiadas. Vai dar certo? Eu estava meio desanimada!
O que me diz sobre este assunto?
Com carinho Monica

Érico Cordeiro disse...

Cara Valéria,
Fiquei com água na boca!!!
Deve ser maravilhoso esse documentário - três gerações de guitarristas, todos muito talentosos.
Tomara que passe por estas bandas, pois acho que merece ser visto na telona, com som beeeeeeeem alto!
Um fraterno abraço!

Adrianne Ogêda disse...

Fui. Meu marido e eu. O homem chorava de emoção. Eu, menos roqueira de sangue mas uma simpatizante, achei muito muito bom. Adoro conhecer os bastidores, o que faz o coração dos caras pulsar, as motivações, o folclore da coisa. Valeu a dica Valéria!

figbatera disse...

Pois é, Valéeria, não minha praia, mas vim visitá-la, mesmo assim, atendendo seu convite....rs

Bjs!

thelifer disse...

hey muito bonito o nome do teu blog... inspirador