sábado, 10 de outubro de 2009

O amor que transborda

Quarta-feira voltei ao Amor Singelo. Havia menos gente e a energia estava, digamos assim, mais calma. Seria por causa do tema?

Segundo o astrólogo e terapeuta Sergio Seixas, neste encontro, após discutirem durante meses as mazelas que afastam as pessoas do amor, eles falariam sobre as benesses - e os desafios - de quem encontra o verdadeiro amor. O título, a propósito, era: As doze jóias do amor, no sentido de que quem conquista cada etapa dessa jornada ganha uma jóia muito preciosa.

De tudo o que foi dito, o que mais me marcou foi o relato da esposa do Sérgio, a terapeuta Lygia, que coordena o grupo junto com ele. Ela contou:

"No sítio onde moramos em Petrópolis, temos quatro cães da raça Golden Retriever. Nós os amamos muito, são parte da nossa família. A primeira deles, a matriarca Branda que deu origem aos outros, morreu há cerca de dois anos. Foi uma dor enorme! Muito choro e sofrimento. Na mesma época, minha cunhada perguntou se nós não gostaríamos de acolher a sua Golden, que morava sozinha em seu sítio em Correias e andava muito tristonha. Meu primeiro impulso foi dizer não. Como assim? Mal a Branda se foi e já querem logo ocupar o lugar dela? Não é possível! Mas após refletir, percebi que em vez de me fechar no meu sofrimento, eu devia deixar o amor transbordar. Porque senão, deixaria de ser amor. Recebemos a Kiki em nossa casa e ela suavemente ocupou o seu lugar. Já nos deu uma linda ninhada. Ela nos faz muito feliz!"

Eu sempre achei que após cada amor partido é preciso um tempo para se recuperar, colar os cacos, e então partir para outra. Já critiquei pessoas que fazem trocas repentinas de companheiro sem dar tempo ao luto. Pela primeira vez enxerguei a questão sob um prisma diferente. É... Pode ser.

E vocês, o que acham?


7 comentários:

maria guimarães sampaio disse...

Quanto a "substituir" gente... não sei. Mas amor de cachorro, nada como outro em seguida.

Pablo Lima disse...

acho sempre complexo envolver idas e vindas de amores; não há regras nem prazos a serem definidos, apenas passos e escolhas.

bjocas e parabéns pelo livro. como faço para comprar um exemplar?

figbatera disse...

Eu acho que não tem essa de "tempo para o luto"; como bem disse o Pablo, não há regras nem prazos a serem definidos.
As coisas acontecem naturalmente e devemos deixar o AMOR falar mais alto.
"Só um novo amor, pode a saudade apagar" (Tom/Newton Mendonça)

Babi Mello disse...

Sobre trocas repentinas não consigo entender ainda, eu sei um pouco sobre isso.
Agora penso que devemos deixar sim o amor transbordar, mas tranbordar por nos mesmos acima de tudo e só assim estaremos abertos para o outro.
Estou nessa fase onde pensar em minha felicidade é o primeiro passo e seguir meu curso e ser feliz.
bj!
Gostei muito do texto, linda a cadela, amo cachorros e a minha esta prenha, terá os filhotes em 10 dias, ansiedade.
bj!

Mônica disse...

Mas ela é linda. Até eu a queria para mim. Lá em casa temos duas. Elas são lindas e latem bem forte.
Com carinho Monica

Fernandes. disse...

Boa tarde,
Pablo foi muito feliz no comentário.
Pois é, pode ser...

Marcia Iritz disse...

Engraçado, procurando um coisa encontrei outra, de repente abri o seu blog. Estou vivendo este momento, o término de um relacionamento. Só sei que o que estou sentindo não dá para abraçar ainda um novo amor...doi,doi,doi.
Marcia Iritz