sábado, 2 de maio de 2009

As leis do amor

Fui assistir filme francês até a medula: em preto e branco, planos longos e arrastados. A fronteira da Alvorada (La frontière de l´aube), de Philippe Garrel – seleção oficial em Cannes 2008.

Havia lido sobre o filme na época em que estreou na França, falaram que era uma radiografia do amor, um filme sobre relacionamento. Após assistir, achei que é mais sobre a loucura, e no fim se transforma em filme de terror. Mas é interessante e acordamos no dia seguinte pensando nele.

Para mim, um filme só vale a pena se acordamos no dia seguinte pensando nele.

Algumas falas que pincei da tela para vocês.

1) Dois amigos observam a protagonista provocando ciúmes em seu jovem amante e um deles fala:
- Você conhece a primeira lei do amor? É a lei do pára-brisa. Quando um se aproxima, o outro se afasta. Quando o outro se aproxima, o primeiro se afasta.
Seu interlocutor ri e contesta:
- Mas existem pára-brisas que se movem indo de encontro um ao outro.
- Sim, existem. Mas isso é amizade. É a segunda lei do amor.

2) O casal está na cama e ela o faz prometer que nunca irá deixá-la, pois acha que já se cansou dela etc. A conversa continua e ele diz que em um rompimento, sempre sobra “um idiota chorando”. Ela discorda:
- Quando um casal se ama, algo novo nasce, formam uma entidade única e independente. Quando acaba, essa estrutura desaparece como uma bola de sabão, não sobra nada.

Bonito, não? Concordo razoavelmente com o diálogo 1, mas o diálogo 2, não sei não... Abaixo, o trailer mostra justamente a conversa sobre o pára-brisa.


7 comentários:

Ylana disse...

To com vc Valéria. Concordo mais ou menos com o Diálogo 1, mas nao sei nao sobre o segundo. Depende mto como a coisa acaba e, sejamos realistas, qdo acaba de vez, acaba mal (na maioria das vezes e pelo menos pro lado que termina chorando).

Babi Mello disse...

Fico mais com a sempre fica um idiota chorando, não sei porque mas é o que sinto.
Bj!
E é importante mesmo que um filme nos faça refletir.

Pablo Lima disse...

discordo de (quase) tudo! (:

nao te mandei o conto, to refazendo!

Gabriela Gonçalves disse...

Tô mais na parte que sempre tem um idiota chorando...rs...
Lindo os diálogos, mas o segundo não é de todo verdade..
bj

Vanderhugo disse...

É...

preciso ver esse filme...

e concordei com a sua observação em relação ao primeiro diálogo...

preciso assistir...

bjs

Dione disse...

Adorei o diálogo 1!! Amei, amei, amei...

Beijão e boa semana...

João Pedro disse...

Cara Valéria, tão delicado o teu blog. De uma escrita sincera, limpa. Adoro a frase "Para mim, um filme só vale a pena se acordamos no dia seguinte pensando nele.": frase que pode ser extendida para coisas além do cinema.