sábado, 5 de junho de 2010

Fazer nada

Quem consegue fazer nada? Como é fazer nada?

Eu respondo: neste sábado, meio de feriado, o Rio de Janeiro amanheceu varrido por um vento forte e gelado. O céu mesclava tons de cinza, do quase branco ao chumbo. Não tinha praia, não tinha lugar para passear, não tinha compromissos com a família, nem com mais ninguém. Na casa silenciosa só so ouvia os acordes distantes de um piano na vizinhança. O telefone, por milagre, não tocou uma só vez.

Num momento como esse, fazer nada significa tomar café com calma, ler os jornais inteiros - detendo-se naquelas notícias que a gente acha interessantes e deixa para ler depois, mas esquece -, depois voltar para a cama e... dormir de novo.

Acordar duas horas depois, assistir um filme antigo na TV, comer alguma coisa e permitir-se um doce de presente.

E, de noite, bolar uma programação bem engraçada, porque ninguém é de ferro.

Para vocês, o que significa fazer nada? Conseguem? Quando? Onde? Com que freqüência?

Abaixo, nada...









15 comentários:

Carolina disse...

Eu até consigo fazer nada, mas e a cabeça que está sempre a mil. Como faço pra desligar total? rsrsrs

bjos meus

Heloísa disse...

É Valéria,
Fazer nada acho que é mais ou menos como você colocou. Fazer coisas estando totalmente decompromissada. Ler, parar, ler novamente. Dormir novamente. Passar um tempo bem relaxada.
Agora, fazer nada no sentido de ficar totalmente parada, e até sem pensar, deve ser torturante.
Beijo.

Gerana Damulakis disse...

Adorei o "fazer nada". É exatamente isso aí que vc escreveu.


V: vc soube que Maria Sampaio, do blog continhos para cão dormir, morreu esta semana? Quase todos os blogs, ali no canto direito da tela, no blog dela, fizeram homenagem. Sentimos muito, ela era muito, muito legal.
Eu entrei no seu A Pausa do Tempo pela 1ª vez através de Maria.

Arnaldo disse...

Consigo e gosto muito de fazer nada. As pessoas não entendem bem o que é isso. Existe sempre aquela cobrança de que se deve aproveitar o tempo, fazer coisas úteis, etc e tal. Útil, mesmo, é desligar-se do mundo. É fazer nada.

Andrea disse...

Fazer nada ,é exatamento o que vc falou ,,ter tempo pra ler calmamente ,dormri novamente ,;;;enfim ficar de pernas pra cima ..
beijão

Ana Cristina Melo disse...

Valéria, querida,
nossa, há quanto tempo eu não consigo "fazer nada". Parece que os tempos livres são sempre para fazer muitas coisas, para dar conta de tudo que está atrasado.

Ressinto-me de quanto tempo não consigo assistir a um filme ou ler um livro, sem ser nos horários apertados entre uma tarefa e outra.

Tirei dez dias de férias para trabalhar meu livro. Nos dois dias que me permiti acordar às 8h, o corpo agradeceu, mas a mente me culpou: como pode jogar fora duas horas preciosas? :(

Não sei há quanto tempo não consigo folhear um jornal. Compro, vou direto no caderno que me interessa e o resto fica na pilha que será doada no final da semana.

Mas minha pior culpa é sempre a relação com os filhos, ainda pequenos. Parece que o tempo que eu ofereço é sempre menor do que gostaria.

Mas chegará o dia da aposentadoria, em que pretendo dar tempo ao meu tempo. :)

Beijos

Babi Mello disse...

O que eu ando mais fazendo ultimamente é não fazer nada, tirando o trabalho, nesse feriadão por exemplo o que eu fiz no máximo foi ir ao centro da cidade e a igreja, mas é isso ai, espero que as coisas melhorem
bj Valéria e boa semana!

Gerana Damulakis disse...

Vi a homenagem. Aqui, muito pesar, a Bahia amava Maria.

Adrianne Ogêda disse...

Mesmo quando não fazemos nada, estamos fazendo alguma coisa né?! (rs). Eu, assim como vc, também me sinto fazendo nada quando não tenho compromissos agendados e posso de dar ao luxo e a delícia de navegar com o vento... bjos.

Djabal disse...

Nesses momentos desaparecemos completamente. Todos os nossos movimentos são escolhidos pelo corpo. Estamos sem intermediários.
Sós e felizes. Assim como viemos ao mundo. Convidados, e com isso agradecemos. Sempre. Um sortilégio.
Eu parei depois do texto e me tornei um pouco mais vazio. Obrigado.

Neide disse...

Val,

O meu "fazer nada", é como vc descreveu. É fazer coisas que não estavam agendadas, como horários marcados. Fazer o que der na cabeça, coisas bem prazeirosas, que nos deixam completamente à mercê do tempo: hoje eu tenho todo o tempo do mundo, posso fazer o que eu quiser!!
Fazer nada é ter um tempo só pra vc
fazer dele o que te deixe feliz, mesmo que seja pra se esvaziar um pouco como disse o Djabal....
Momentos imperdíveis e tão necessários, que nos revigora.

Bjusssssssssssssssss

Fernandes disse...

Boa tarde!

Fazer nada é um pouquinho do que cada um disse + taça de vinho defronte ao mar e acontece em casa Mas não com a frequência que desejo.
Sábado foi um dia, terminei de ler Bunker de Guilherme Fiuza...ouvi música, tomei vinho. Vivi um kadim mesmo sem nada fazer...

Muito feliz o comentário do Arnaldo realmente existe uma cobrança por mais generosa que seja...

Djabal
É fato quando chegamos à Pausa do tempo algo acontece e sempre p/melhor...dá até vontade de chegar ao Sul ,rs....(chega de Sampa)

Neide
gosto dos seus comentários
Abraços.

Ps:Lamento por Maria.

Mônica disse...

Valeria
ESTAVA EM SÃO JOAO DEL REY E PERDI MUITA COISA SUA.
ACHO QUE VOU LER TUDO DE UMA VEZ
Não fazer nada para mim é nada mesmo.Ficar quietinha.
Porque agora que não estou trabalhando o fazer nada é ficar na internet, por aqui, ou ler, ou sair pelas fazendas vizinhas e visitar minhas amigas.Telefonar, ler jornal.
Não gosto muito de TV mas assisto ainda.
Com carinho Monica

Neide disse...

Fernandes,
O "gostar do que vc escreve" é recíproco, a taça de vinho tambem...

Abraço

Célia Regina disse...

É disso que preciso: descobri como não fazer nada... (Gosto do seu blog!)