sábado, 10 de janeiro de 2009

O fim do jornalismo

Vejam essas duas notícias, clipadas de jornais estrangeiros e publicadas no portal Comunique-se:

Em mais um capítulo da crise que afeta o mercado de jornais impressos dos Estados Unidos, a cadeia americana Sun-Times Group Inc., controladora do Chicago Sun-Times, planeja o fechamento de 12 semanários nos subúrbios de Chicago. A empresa também pediu que o sindicato dos empregados estude um corte nos pagamentos.”

Tiroteiro em Oakland tornou-se, na quarta-feira (07/01), segundo o Washington Post, o vídeo mais assistido pelo YouTube: mais de 60 mil acessos. O filme mostra o assassinato de um jovem que trabalhava em um supermercado por um oficial de trânsito no dia do Ano-Novo.
“Gostaria de encorajar as pessoas a transportar vídeo câmeras, porque dessa forma você pode realmente registra o que está acontecendo. Nos velhos tempos, um relatório da polícia ou noticiário não teria como refletir o que realmente aconteceu. Agora, acho que vai ser diferente”, disse Zennie Abraão, que gravou a cena, por meio de um celular com câmera.

Amiga jornalista que vive com um pé no Rio de Janeiro e outro em Los Angeles me garante que o jornalismo está em extinção. Como assim? O jornal impresso? Não, o jornalismo mesmo. Afinal, para quê o jornalismo se tudo se vê na internet? Pergunto: “Mas e a necessidade, justamente, de uma visão crítica dessa massa de informações?” Ela responde: “Pode até haver, mas ninguém lerá.”

Como exemplo, minha amiga cita o episódio do ataque ao hotel em Bombaim, em dezembro. Na TV apareciam informações esparsas, mas ela acompanhava tudo pelo Twitter; uma pessoa que estava dentro do hotel ia postando. Eu mesma penso na guerra que acontece agora, entre Israel e o Hamas. A imprensa internacional está proibida de entrar em Gaza, mas no YouTube há dezenas, centenas de vídeos terríveis mostrando os ataques aos árabes.

Fico um pouco triste, pois minha filha pensa (ou pensava?) seguir o jornalismo, e eu dizia: “É difícil porque a maioria ganha pouco, mas a gente se diverte muuuito!”

Acham que a afirmação procede?


***


Meu evento ontem foi Di-vi-no!, graças a Deus e ao trabalho de todos. Casa cheia, o maior público que a dupla já teve. Podem dizer que foi sorte de principiante, mas aprendi recentemente que "A sorte existe para quem acredita nela." E escreverei sobre isso em breve.

12 comentários:

Rafael Velasquez disse...

Talvez. Acho que entramos num momento onde tudo parece ir para o fim: fim da história, fim dos intelectuais, fim do mundo, fim do jornalismo, mas nunca o fim do fim. Tem a teoria do CAOS, onde o CAOS se autoregula.

estamos num momento de mudança, para que? ah! isso ninguém sabe.

Claudia Pimenta disse...

oi valéria! tenho uma irmã jornalista e já falamos disso há algum tempo... talvez seja o fim do jornalismo que conhecemos, que está se adaptando aos novos tempos, às novas tecnologias... desejo, sinceramente, que a visão crítica não se perca - aí, tudo estará em vias de extinção... quem sabe não teremos um novo jornalismo chegando por aí? bjs, querida!

Babi Mello disse...

Isso ai Valéria mentalizar sempre o positivo, por assim sempre as coisas darão certo para você e parabéns pelo sucesso do espetacúlo. Sobre o jornalismo pode ser que seja uma mutação, mudanças... afinal ela é necessária. Acredito que todas as áreas estão arriscadas, veja a minha por exemplo, vive sendo pirateada, qualquer pessoa que mexe com corel e photoshop pode ser considerado um publicitário e vc que passa anos na faculdade estudando, aprendendo, sabe é decepcionante. O problema maior também é que no nosso país a galera não gosta de ler, vê muito aquele jornalismo comercial, comprado e acaba acreditando em tudo. Mas acho que no fim do túnel haverá luz.
Bj!

Claudia Pimenta disse...

oi valéria! conheço o rostinhos, sim... até já postei por lá:
http://rostinhosbonitos.blogspot.com/search/label/BLOG%20PEPPER%20IN%20FASHION%20FAZ%20O%20POST
dá só uma olhadinha! ah, flor de sal é tudo de bom - eu ganhei a de portugal, que tb é maravilhosa! bjs, querida!

Denise do Egito disse...

Val,

Não acredito que seja o FIM do jornalismo. Mas como nós nos adaptamos às novas tecnologias, como ver vídeos e ler e mandar e-mails pelo celular por exemplo, o jornalismo ficará cada vez mais "on line" e portátil. Talvez o jornal em papel com o tempo acabe...
Beijos

Calabresa disse...

Acho que vai haver uma mutação do jornalismo, mas não a extinção. Concordo com você quando diz que é ncessário uma visão crítica dessa informação toda.
Quanto ao evento, não foi (só) sorte, mas trabalho e principalmente competência!
Obrigada pelo comentário lá no blog.
Abração!!!

Heloísa disse...

Valéria,
Parabéns pelo sucesso do evento.
beijos

celina disse...

Parabéns pelo sucesso do evento, querida. Pena eu não ter conseguido chegar lá.
A internet trará o fim do jornalismo? Tanto quanto a televisão e a própria internet trouxeram o fim dos livros... Felizmente as coisas se somam, se ampliam, nunca se destroem.
E quero saber mais sobre acreditar na sorte... Escreva, escreva.

Monica Loureiro disse...

É estranho né ?
Sentir que nosso diploma não vale nada....Acho que ultimamente tenho que me "desapegar das coisas".

Outro dia, fui a uma banca procurar a Revista VENCER e o cara falou que não estava sendo mais feita....A Revista ESTILO NATURAL, a mesma coisa....

Nem verifiquei se as informações eram verdadeiras. O certo é que temos que nos REINVENTAR a cada dia, sabe.....

E nos desapegar bastante.....

Beijim
Amo o seu Blog ( mas não se apegue a isso rsrsrs )

Armando Maynard disse...

Realmente estamos a viver um momento de transição. Chegamos a ERA DIGITAL, várias áreas da mídia passarão - ainda - por grandes transformações, resultante das novas tecnologias que não param de evoluir a uma rapidez nunca vista. No cinema o mesmo deverá passar a ser via satélite, a música nem cd se compra mais, hoje tudo se ouve por meio de pen drive/usb, o rádio já está na internet, a televisão no celular e o jornalismo a tendência é cada vez mais procurar o imediatismo/agilidade e para isso o caminho é a velocidade da informática através da internet. Só que com toda a tecnologia e modernidade, o jornalista jamais poderá esquecer de se aperfeiçoar sempre, estudando, pesquisando, lendo, informando-se, procurando ser cada vez mais criativo em seu texto e imagem, tornando-se agrádavel de ler, ver e ouvir, preocupando-se sempre com a veracidade da notícia e informação, sempre com total liberdade e isenção, tornando cada vez mais relevante a ética e a moral, formando e informando as pessoas, fazendo com que sejam cidadãos conscientes de seus direitos e obrigações, fazendo-os exigentes, pra que cobrem dos homens públicos - políticos e governantes - que trabalhem pela coletividade e bem comum, com empenho e honestidade. Que como cidadãos conscientes nunca deixem de indignar-se com as coisas erradas e injustas do seu país e do mundo, exigindo sempre o cumprimento dos seus direitos, e que a lei seja cumprida, pedindo PUNIÇÃO EXEMPLAR aos culpados, pois não podemos compactuar com a IMPUNIDADE que reina em nosso país. Que os jornalistas procurem sempre divulgar os BONS EXEMPLOS e que toda a mídia continue avançando na técnica e na ética, pois juntas, aí sim, serão realmente modernas e evoluidas.Um abraço, Armando

Júlia de Miranda disse...

jornalismo nunca vai acabar, lidamos com histórias, pessoas, a profissão mais humana que existe, enquanto tiver caso pra contar e gente fazendo notícia, o jornalismo nunca vai acabar, pessoas gostam de saber de histórias de outras pessoas, não tem como acabar, muito mesnos o romântico jornal impresso, sou total defensora daquelas paginas que sujam meus dedos todas as manhãs! enfim, uma apaixonada pela profissão!

Jornalista, soy a lot! haha!

bjo bjo

sticker disse...

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