Não estou falando de tragédia factual ou de doença que se revela de uma hora para outra, mas de um blockbuster que peguei no fim de semana, a título de curiosidade, e que muito me impressionou: Cloverfield. É um filme de monstro. Mas ainda há como fazer filme de monstro assustador nos dias de hoje? Há, vejamos porque.
O filme estreou nos cinemas há cerca de ano e meio e logo em seguida li artigo de Jorge Coli na Folha de S. Paulo, fazendo uma analogia entre a trama e a queda das torres gêmeas. Interessante! Semana passada, Tom Leão mencionou o título no RioShow do Globo como sendo o melhor exemplar de "falso cinema verdade" - estilo inaugurado pela Bruxa de Blair - até hoje. Resolvi pegar em DVD, até porque adoro os filmes em que os norte-americanos destroem a si mesmos, como Independence Day e O dia depois de amanhã, ambos de Roland Emmerich - o cineasta favorito de Bin Laden, rárárá!
Comecei a assistir procurando aqui e ali os motivos da associação com a queda das torres. O fato é que em nenhum momento é explicado ao espectador o que exatamente está acontecendo, que tipo de criatura assombra a cidade, de onde veio, por que. Ficamos perdidos, desamparados e aterrorizados, tal qual os protagonistas e, provavelmente, tal qual os moradores de NY na ocasião da tragédia.
A câmera nervosa não chega a enjoar e o recurso é usado de forma a enfatizar que pouco antes tudo estava bem, a vida seguia seu curso normal. O final é impactante e faz refletir: hoje vc teve um bom dia? Reze a Deus e agradeça, pois daqui a um minuto tudo pode ser diferente.

3 comentários:
Nunca vi o filme mas já ouvi falar.
Fiquei curiosa agora...
Também acho que essa reflexão é muito verdadeira. Hoje pode estar tudo bem e amanhã pode parecer o fim do mundo. Por qualquer motivo.
Precisamos valorizar mais nossas vidas...
Beijo!
Boa semana!
Fiquei com vontade de ver, sempre vejo na locadora, mas não pego, gostei da dica.
Adorei o seu blog.
Vou procurar pra ver também.. Compartilho da sua idéia de ver os americanos se destruírem, afinal de contas muitas vezes somos forçados a ver inúmeras bandeiras do Tio Sam tremulando nos filmes que vêm de lá..
Bjokas.
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