sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Ah, bruta flor do querer

Vicky Cristina Barcelona, do Woody Allen, me lembrou a canção O quereres, de Caetano Veloso. Afinal, o que queremos? Sair por aí arriscando, colecionando experiências, assumir o desassossego inerente ao ser humano? - e isso me lembra também O livro do desassossego, do Fernando Pessoa. Ou escolher um dos moldes que a sociedade nos oferece, se enquadrar nele e ficar ali quietinhos até que uma reviravolta da vida nos jogue pra fora? - ou não, como costuma dizer o nosso Caetano, pois ainda existe a possibilidade de ficarmos pra sempre encaixados, e não sei se isso é bom ou pessimamente ruim.

Já fui Vicky, hoje sou mais Cristina, nunca fui María Helena. E vocês, homens e mulheres? Vão assistir ao filme e gargalhar diante das nossas contradições, tão bem espelhadas em Javier Barden, Penélope Cruz e Scarlett Johansson.

E vamos ouvir Chico e Caetano cantando O quereres, pra inspirar a reflexão.


6 comentários:

meus instantes e momentos disse...

Bom como sempre. Gosto daqui.
Maurizio

Carolina disse...

Pois é, somos um mosaico a cada instante.
Este filme é bárbaro!
bjos

Pablo Lima disse...

que trio!
desassosego é de cabeceira, "o quereres" vira e mexe toca no aparelho e "vicky cristina" sai hoje, enfim irei ao cinema!

Pâmela disse...

Até gostaria, estou morrendo de vontade de ver esse filme, mas no cinema daqui ainda não estreou.
Eu quero viver esse desassossego e essa inconstância. Eu quero mais do que a rotina medíocre do cotidiano de todo mundo.
Vamos ver aonde isso me leva.
Beijo!

Calabresa disse...

Ameeei o filme!
Mas devo confessar que já fui "quase" Cristina, mas hoje estou na fase Vicky. Prefiro as coisas mais previsíveis.
Bjsss

"eu me transformo em outras... determinados momentos" disse...

"Onde queres o sim e o não, talvez..."

***

- Mas é sim, ou é não? Ele perguntava, ancioso.

- Eu nem vou responder essa pergunta.

***

Ela disse isso à luz de um auto-conhecimento profundo. Sabia, que todos os dias precisaria, obrigatoriamente, sentir a necessidade do sim, para que este, assim o fosse contratual. E ele? daria conta do seu recado?

***

Sou 100% Cristina, e esta, infelizmente, não é uma escolha...