quinta-feira, 22 de julho de 2010

Viver o tempo

Meus sapatos estavam cobertos de lama e eu os retirei e coloquei junto da imensa lareira. Sentei-me em uma poltrona e pus os pés para cima, virados para o fogo. Logo o calor se fez e foi subindo pelo meu corpo, me aquecendo, espantando o frio e a umidade da chuva.

Olhei o relógio na parede em frente e era pouco mais que quatro da tarde. Fiquei ali, lendo uma revista, conversando com um ou outro amigo que se aproximava. Olhei novamente o relógio e era quase oito horas da noite.

O tempo é uma coisa curiosa. Encolhe e estica de acordo com a nossa percepção interna. Nesse dia, ele passou sem eu sentir. Mas não passou rápido. Pelo contrário, se alongou de uma forma em que eu vi cada minuto se escoar enquanto fazia nada. Por dentro, tudo acontecia.

Volta e meia falo no blog sobre a qualidade do tempo: como viver melhor o tempo?

Vale refletir sobre isso, pois nossa vida é uma questão de tempo.


12 comentários:

Monica Loureiro disse...

Valéria, meu comentário não tem nada a ver...Queria saber se por um acaso você estará na BIENAL DO LIVRO em São Paulo, em agosto ....

Heloísa disse...

Valéria,
Também tenho esse tipo de preocupação. Como viver melhor o tempo?
Será que esquecendo da sua passagem?
Fazendo de conta que temos toda uma vida pela frente?
Beijos.

Gerana Damulakis disse...

Sou a rainha dessa angústia, a angústia em relação ao tempo. Tempo, por que passas? Tempo, por que não paras de passar? Cadê a máquina do tempo? Cadê a esperança do homem?

IATA ANDERSON disse...

Valéria, parabéns pelo blog.
Muito gostoso, leve, de excelente qualidade. Serei leitor constante, com certeza, para conhecer melhor seu trabalho. Iata Anderson

Ela disse...

É verdade o tempo encolhe e estica de acordo com a minha ansiedade

Célia Regina disse...

Bom demais da conta voltar ao seu blog... Sou sua leitora por admiração! Um abraço

Mônica disse...

Valéria
Eu sepre tive que olhar o relogio para ver se pudia introduzir um asunto ou dar continuidade a outro. Hoje em dia não uso relogio de jeito nenhum. Tenho alergia pela pulseira do relogio.
Mas ainda preciso do tempo. E asvezes vejo que não deu tempo de clicar em todas as minhas amigas favoritas e isto me deixa aborrecida
com carinho MOnica

Carolina disse...

Ah o tempo, este senhor da nossa vida. Por ora amigo, por vezes um inimgo.
Como administrá-lo de forma eficaz?

bjão e boa semana!

Adrianne Ogêda disse...

Oi Valéria, a frase ao lado do seu post já nos inspira a pensar mais sobre o que é o tempo ("Vivo eternamente porque vivo o presente", algo assim). Um beijo e bom tempo bom!

Denise do Egito disse...

Valéria,
Eu sinto o tempo assim: qdo jovem era ansiosa, vivia para o futuro e sofria muito por antecedência; agora que passei dos 40, tento viver um dia de cada vez, usufruindo de momentos simples e tentando não sofrer com os problemas.
Um beijo e ótima semana pra você

Anônimo disse...

Outro dia estava vendo um seriado na Sony, Medium, e a personagem sonhou que seus filhos, já grandes, tinham virado bebês novamente. Aí fiquei pensando sobre o tempo e o B já tem 5 anos!!! Adoraria passar um dia com ele bebê de novo!!!!
Ana Cristina

Neide disse...

Val,
Há muito que parei de usar relógio no pulso e portanto procuro não pensar muito no tempo, até porque sou uma pessoa naturalmente agitada, não sei ficar muito tempo parada,quieta, sem fazer nada.Na verdade tenho o tempo como grande aliado, procuro não pensar principalmente na passagem dele!!!

Bjus