sábado, 1 de agosto de 2009

A arte de fazer um filme “suecado”

Na quinta-feira, eu e meus dois filhos participamos de uma das oficinas idealizadas pelo diretor francês Michel Gondry – de Brilho eterno de uma mente sem lembranças e Rebobine, por favor – para a realização de um filme “suecado”, ou seja, um filme bem tosco, caseiro, feito com recursos mínimos, mas capaz de contar uma história de verdade.

Éramos 13 pessoas: meia-dúzia de crianças entre 8 e 12 anos, quatro jovens estudantes de cinema e apenas três adultos. Foi uma experiência inesquecível!

Segundo Gondry, estas são as etapas para realizar um filme “suecado”:

Escolher o gênero do filme – O nosso era “terror musical”.
Escolher o título (mesmo antes do enredo) – A voz do cantor mudo que acorda o bebê no berço foi eleito por votação.
Desenvolver a história – início, meio e fim.
Escrever as cenas – Usamos uma escaleta de verdade.
Filmagem!

Em três horas e meia de trabalho filmamos a hilária história (criação coletiva) de um cantor que é vaiado pelas crianças e fica mudo. Como vingança, ele rouba as vozes das crianças com um rádio. Elas querem se comunicar, não conseguem e atacam os adultos. Planejam o atropelamento do cantor, o rádio se quebra, recuperam suas vozes e terminam todos juntos – inclusive o cantor, que também volta a falar – cantando e dançando.

Os cenários fazem parte da exposição Rebobine, por favor, em cartaz no CCBB até o próximo fim de semana, dia 9 de agosto. Quem passar por lá pode pedir para assistir ao nosso filme, que está exposto na “videolocadora” que integra a exposição.

Mesmo sem conhecer o Michel Gondry (abaixo), eu o agradeço publicamente por proporcionar esta experiência de criatividade explícita, sem compromisso, sem pré-requisitos, sem cobranças ou expectativas, a quem quiser se aventurar. É delicioso! É de graça! Só precisa chegar cedo para se inscrever. Informações: 21-3808-2020.

19 comentários:

Claudia Pimenta disse...

oi valéria! deve ter sido uma experiência e tanto! bjs, querida, e ótimo domingo!!!

Adriana Calábria disse...

Ai que fiquei com uma invejaaaa! Deve ter sido pra lá de divertido...

Obrigada pelo comentário carinhoso lá no blog.

Beijão e bom domingo!

Paloma Flores disse...

Ai, que tudo! Adorei!
Deve ter sido perfeito, mesmo!
Ah, como queria estar aí para poder ver!

Babi Mello disse...

Valéria deve ter sido uma experiência super legal, eu que amo cinema, imagina fazer algo parecido e ainda ter o seu filme exposto. E gostei do nome: A voz do cantor mudo que acorda o bebê no berço e a história achei interessante, mesmo com o final feliz para o cantor.
Bj! e anda sumida do meu blog o que houve?
Bom domingo!

Érico Cordeiro disse...

Bom Valéria,
Acho que vou aproveitar a deixa prá fazer uns filmes caseiros por aqui.
O "elenco" é bem granadinho - tem o Guilherme, o Davi, a Beatrizz e em setembro chega o Lucas (rs, rs, rs).
Acho que dá prá rolar um pelo drama italiano suecado.
Mas o Glauber já tinha pensado em algo assim - uma câmera na mão e uma idéia na cabeça!!!!
Abração!

Mônica disse...

Valéria
Você está me fazendo lembrar a Marilia, quando cismou de fazer teatro. E o papai achou legal!
Ela chegava em casa toda esquisita, mas feliz..Uma vez fomos assistir a uma peça dela. Deve ter sido a unica porque só lembro desta. E por economia ela era artista e cobradora de ingresso.
Nós adoravamos ve-la nos ensaios.
Mas o lugar que não lembro onde tinha cheiro de sujeira e de mofo.
Eu ficava com uma dozinha dela.
Depois ela desistiu.
Tem até uma história de acampamento. Vou pedir para ela contar no blog.
Com carinho Monica
MAS NÃO ESTOU COMPARANDO O TEATRO DELA COM 15 ANOS COM O SEU.
ESTE É PROFISSIONAL E O DELA ELA PARA DESINIBIR.
com amor Monica

mar e ilha disse...

Valéria, como a Mõnica contou fiz mesmo teatro que não é cinema, viu Môniquinha. Mas acredite que tb já fiz um filme. Sou formada em Comunicação Social e tivemos uma cadeira de cinema. O do meu grupo ficou horrivel, mas foi super divertido fazer. Tenho certeza que a sua experiência foi muito melhor do que a minha até pque tinha uma orientação. E a gente pode assistir esse filme? Seu post fez me lembrar aquela época que já faz tantos anos...
ah, vou te mandar a foto, pque ainda não passei para o cp.
Beijos

Mônica disse...

O teatro da Marilia era para poder ter maior inibição e fazer amizade, porque ambas tinham saido de varginha e tinham vindo para BH estudar.Até papai incentivava este contacto com a arte.
Não sei porque a Andrea não participou.
Eu já cobrei as fotos de Andrea.Um dos motivos de eu não querer maquina digital é por isso. A minha comunzinha num instantinho vou lá e mando revelar. As digitais demoram um tempão porque tem que escolher as melhores.
E também porque Andrea tirou uma semana de férias.E só retorna a BH terça feira.
Mas assim que chegar vou perguntar onde ela colocou e envia-las.
Com carinho Monica

Mônica disse...

Esqueci de te dizer.O primeiro curso de Marilia era Relaçoes Publicas . Deve ter algum intercambio entre teatro.
E nesta época ela conseguiu passar o filme do casamento de meus pais para fita. E agora temos que passar para DVD.
Até tinha esquecido disto. Foi bom voce falar neste assunto que lembrei. Vou procurar quem realiza este serviço.

O engraçado foi minha outra irmã que queria fazer belas artes porque tinha dom para desenhar e a minha prima tinha feito inscrição para teatro.
Papai não disse não. Só pediu para meu tio que estava viajando com elas para voltar dias depois deste vestibular. Elas perderam a prova,. Na epoca ficaram tristes mas hoje minha irmã é dentista e minha prima trabalha com o pai.
Com carinho Monica

laís D'Andréa disse...

Nossa, deve ser engraçadíssima a história. Pena que não sou do Rio! E pena também que havia poucos adultos. Os adultos precisam aprender a se divertir mais, não é? Grande beijo!

Mônica disse...

Valéria
A Marilia explicou . Até eu não sabia disto direito. Acabo até aumentando a história.

Hoje saiu a entrevista de dona perfeitinha comigo.
Dê uma olhada se tiver um tempinho
Com carinho Monica

Gabriela Gonçalves disse...

Pena que eu não moro no Rio, fiquei com uma vontade louca de fazer.
Boa dica querida!
bj

Carolina disse...

Ai Valéria, deve ter sido ótimo!
Que idéia bacanuda, garota!
Coisa boa

bjos e boa semana

Lisa Nunes disse...

Valéria

deve ter sido muito divertida essa sua experiência, eu também sou cinéfila teria amado!!

O evento Pano pra Manga acontece aqui em Porto Alegre mesmo, é uma pena que estás tão longe..

Depois passa lá que tenho um selinho especial pra você.
Beijos e boa semana pra você

Halime disse...

Adorei!! Dica maravilhosa e ri imaginando a oficina. Quando tiver uma próxima, com algo bacana, me fale! beijão

Uma Pulga em desesperO disse...

Que legal! Adorei os quadros na parede da foto. Bju!

Mônica disse...

Valéria
Obrigada por ter visto a entrevista. Eu te admiro muito. E queria muito que voce fosse a proxima entrevistada.
Eu iria adorar!
com carinho Monica

Mônica disse...

Valéria
Tem um selinho para você. se der tempo vá busca-lo
Com carinho Monica

Rafhaael Velasq... disse...

a expo é bem legal. agora, não sabia dessa oficina.


beijo.