domingo, 13 de julho de 2008

Livro de cabeceira

A última mesa da Flip, todos os anos, tradicionalmente reúne autores da festa para lerem trechos de livros que marcaram suas vidas.

Este ano, que eu me lembre, Alessandro Baricco leu um trecho de O apanhador no campo de centeio, de J. D. Salinger; Cees Nootemboom leu um trecho de Em busca do tempo perdido, de Proust; Neil Gaiman leu um trecho de um conto de fadas que descobriu aos 12 anos, e que o fez perceber que "a ordem das palavras podia ser bela".

Assistir aos autores, automaticamente, nos faz refletir: "se fosse eu, qual livro e qual trecho escolheria para ler na Flip?" Sem pensar muito, eu escolheria o meu clássico favorito, O corcunda de Notre Dame, de Victor Hugo, que li há uns 3 anos.

Escolho este livro porque Hugo criou um personagem único, marcante e inesquecível, que tornou-se parte do inconsciente coletivo. Todo mundo já ouviu falar do Corcunda de Notre Dame mesmo sem saber que ele surgiu deste romance do escritor francês. Além disso, é uma narrativa incomum porque nenhum dos personagem – nem mesmo o corcunda – monopoliza a trama. Os rumos são imprevisíveis, o que pensamos que não pode acontecer, acontece e o vilão é um dos mais terríveis de toda a literatura.

O trecho que eu leria para o público é o reencontro da cigana Esmeralda com sua mãe, a louca da praça, que volta a perdê-la no momento seguinte. De partir o coração, mas lindo!

– Minha filha! Minha filha! – dizia ela. – Tenho minha filha! Ela está aqui! O bom Deus restituiu-a. Venham todos! Há alguém aí para ver que eu tenho minha filha? Senhor Jesus, como ela é linda! Fizeste com que eu esperasse por ela 15 anos, meu bom Deus, mas era para devolvê-la linda. (...)

Agora é com vocês. Qual livro escolheriam para ler na Flip? Qual trecho? Por que? Vou adorar saber...





4 comentários:

Pablo Lima disse...

"E, surpreendentemente, gota a gota, a música vem. Às vezes o contorno de uma frase lhe ocorre antes de ele saber qual será a letra; às vezes, as palavras pedem uma cadência; às vezes, uma sombra de melodia, que pairou dias e dias nas bordas da audição, se desdobra e abençoadamente se revela".

Desonra, J. M.Coetzee.

Claudia Goulart disse...

OLá Valéria!
Também adoraria poder responder mas acho que é defeito de fabricação ou coisa pior.
Não tenho a menor idéia de qual trecho e de qual livro, eu levaria para a Flip!
Com certeza algum do Veríssimo.
Mas sou péssima pra isso!
bjs

Ana Carolina disse...

Quando vc volta? :) beijocas e enjoy!

Ana Carolina disse...

Valéria! Valéria!! Hoje, na Revista de Domingo do JB a Hilde destacou os 50 anos de atividade do Gui Gui, seu padrinho!!! Só fotos dos looks de socialites.
Faltou a sua foto! Vc viu no meu blog?
http://hojevouassimoff.blogspot.com/2008/07/amigas-prestigiando-o-blog.html