quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Ajudar o ano inteiro

Recebi um torpedo ontem de manhã cedo:

"Estou em uma escola fazendo cestas básicas, vou passar o dia inteiro aqui trabalhando. Me sinto muito bem por fazer isso".Alinhar à esquerda

E mais:

"Não mandem mais roupas, já tem muito".

Ou seja, cerca de uma semana após o desastre das chuvas na região serrana, a população se mobilizou de tal forma que os donativos já são demais. Todo mundo resolveu ajudar! E está se sentindo extraordinariamente bem por fazer isso. Tão simples a causa desse bem estar: ajudar.

Quando escrevi o livro sobre a trajetória do cabeleireiro Werner - Beleza, um bom negócio (Ed. Senac Nacional, 2009) - vi que os gestores das áreas estratégicas na empresa eram bastante jovens. A gerente da área jurídica tinha 26 anos e ainda não havia concluído o curso de Direito. Comentei sobre isso com o Werner e ele disse:

- A gente deve passar adiante o que sabe, criar oportunidades para os outros crescerem. Isso traz uma energia boa de renovação. Faz a gente andar pra frente. Assim, todo mundo anda junto para frente.

Não por acaso, esse homem é dono de mais de 40 franquias de salões de beleza no Brasil e Angola, África.

Tudo bem que são coisas diferentes: ajudar pessoas traumatizadas por uma tragédia, provendo-lhes víveres básicos, e criar oportunidades de crescimento profissional para funcionários. Mas, no fundo, tudo não se resume a ajudar, apoiar, dar suporte para o outro caminhar, melhorar, por-se de pé, caminhar?

Aprendi com o Werner e aqui em casa a nossa funcionária e fiel escudeira, Vivi, já fez um curso básico de inglês, um curso de informática - ficou tão empolgada que comprou um computador - e esse ano voltará a estudar! Vai concluir o Ensino Médio em um colégio da rede estadual perto de casa.

Enfim.... Tudo isso para dizer que precisamos nos lembrar de ajudar o ano inteiro, todos os dias, e não apenas quando surge uma tragédia. Isso traz um bem estar enorme e, assim, todos vamos caminhando juntos, pra frente e pra cima.

O torpedo hoje dizia: "Não precisa mais roupa, mas pode mandar macarrão e sal..." Ok, vamos lá!




2 comentários:

Carolina disse...

Oi Val

esta é realmente a verdadeira solidariedade,quando o sentimento já está tão internalizado que incorporamos no nosso modo de viver. Agir somente quando a coisa aperta,em açoes isoladas vira um passatempo.O importante é entendermos o verdadeiro sentido de cuidarmos um dos outros e tornar isto um hábito. A vida assim seria muito mais leve.

bjos meus

Fernandes disse...

Pois é... Carolina
Só quem consegue vê sabe discernir e compreender "ame o próximo como assim mesmo" e faz efetivamente por ele.


Salve p/Vivi!
É bacana “conhecer” histórias de pessoas que conseguem transpor suas dificuldades muitas de foro íntimo...
Melhor ...sabem receber(ouvir) e aproveitar oportunidades...
Continue , seja firme...
Parabéns!