terça-feira, 4 de outubro de 2011

Eu não fui ao Rock in Rio

Mas curti muito, tudo, pela televisão. No conforto do lar. Estou ficando velha? Não, só que a única banda que eu realmente queria ver acabou. Quer dizer, ainda existe, mas acabou.

Guns´n Roses marcou época. Era o início dos anos 90 e, embora não tenha sido um período fácil na minha vida, foi marcado por muuuuuuita diversão. Querem ver?

No show do Guns que assisti em 1991, para começar, eu penetrei no Maracanã. Como??? Nada simples: comprei do cambista, por engano, ingresso para arquibancada enquanto todos os meus amigos iam na pista. Após chorar e me descabelar, combinei com a minha amiga Ana Paula, que tinha uma credencial: ela entraria primeiro e, uma vez lá dentro, tentaria me passar a credencial pela fresta da grade ao lado das bilheterias. Mas havia 1.000.000 de seguranças ao redor!

Quis o Céu que um camarada que tentava escalar o muro do Maracanã, para penetrar como eu, despencasse lá de cima. No que o cara se estatelou no chão, todos os seguranças foram em cima. Minha amiga passou rapidamente a tal credencial pela grade e eu entrei correndo e gritando pelos corredores de acesso ao gramado: uhú!!!!

Lá dentro, pulamos e dançamos muuuuuito ao som de Don´t Cry, Paradise City e, principalmente, Sweet Child O´Mine - esta última, um clássico.

Na volta para casa, ao corrermos para pegar um ônibus, Ana Paula caiu e arrebentou o joelho no chão. Viemos conversando com o motorista do ônibus, contando os melhores momentos do show. Era um 410, que passa batido pela Rua Jardim Botânico e não sobe a Lopes Quintas, rua onde morávamos. Teria que ser um 409 para subir a rua.

Mas, bem na esquina, o motorista que já tinha super ido com a nossa cara disse: 'Péra aí, você não pode subir a rua com esse joelho. Vou levar vocês lá em cima!" Virou a direita e, saindo do percurso normal da linha, nos deixou na porta de casa.

Delícia, né?

Axl Rose não tem mais voz, mas ainda rebola e mantém o jeitinho matador. Mas prefiro vê-lo pela televisão, mudando de canal quando a saudade apertar.



7 comentários:

Helena Duarte disse...

Caramba que aventura boa danada!!!
Mais do jeito que estou cansada preferia realmente ver na minha tv na maior tranquilidade.
xeros minha linda!!!
Saúde e paz!

Luiz de Aquino disse...

Ah! Você morou na Lopes Quinta! Vinícius de Morais também... Está num poema dele!

Fernandes disse...

Fui...porém,rendeu alguns dorilax e torsilax
Tô velho
Assisti ao Coldplay foi sensacional,apesar dos pesares da longa espera , socorrer uma moça com uns 19 anos que desmaiou depois de beber litros de chop ,tomar algumas "suvacadas" termo horrível ,perdäo ...não encontrei nada melhor e outros bla bla ...ainda assim,foi ímpar
Era possîvel sentir ansiedade no ar pelo dia da aprensentaçäo do Guns...
Talvez,alma do Gun s Rose era guitarra do Slash ...quando saiu o Guns perdeu um pouco da essência,.

Bandas que foram trilha sonora e deixaram marcadas säo U2,Led,Pink Floyd

Pois é, amanha tenho Justin
Com Carol
:)

Valéria Martins disse...

Oi, Fernandes! Depois, revendo os melhores momentos do show do Guns no Multishow, constatei que a sonoridade da banda é mesmo do Axl. A nova banda do Slash faz outra coisa. O Guns é do Axl.

E também constatei que o Axl, apesar de barrigudíssimo e estrábico, ainda enche o palco sozinho, com seu carisma. A banda que o acompanha é eficiente, porém, os músicos são inexpressivos. Ele continua um dínamo.

Bem... Sou fã! Continuo fã. Beijos pra você, bom show do Justin!!!

Fernandes disse...

Valéria ,bom dia !

Isso aí...

No próximo ...Bruce Sprinsgteen e Kiss
:)
Beijo

Carolina disse...

Puxa Val é tão bom relembrar estas aventuras que rodamos por aí. E você contando parecia que estávamos juntas contigo.

Te confesso que fiquei meiochocada com a imagem do Axl Rose,logo de início não consegui acreditar que era ele nem no visual nem no que restou de voz...

bjos

Delano Valentim disse...

Eu fui ao Rock in Rio. Mas não quis ver o "Guns" rs... o Axl sozinho não sei... Mas ele como seus antigos companheiros... Formavam uma das melhores bandas de todos os tempos...